comércio, informação geográfica, lojas

48 horas em Faro

Sexta-Feira

18h30: Para começo de fim-de-semana, a sugestão vai para um passeio junto à Doca de Faro com paragem no Café do Coreto, um óptimo local para apreciar a doca ou a frente urbana, pontuada por edifícios de qualidade arquitectónica.

20h00: Para jantar ali próximo, uma opção em conta é o Restaurante Sete Pedras. Trata-se de um Wine Bar localizado no Bairro Ribeirinho, com uma vasta gama de vinhos e uma boa selecção de tapas.

22h00: Em seguida, também no Bairro Ribeirinho, pode visitar a Sardinha de Papel, uma loja colaborativa de artesãos e criadores, com iniciativas culturais à mistura, onde poderá tomar o pulso à noite de Faro.

24h00: Pela noite dentro, sugiro a esplanada dos Artistas, um espaço cultural onde encontra um ambiente descontraído e boa música.

Sábado

10h00: Todos os dias são bons para passear na Baixa de Faro, mas as manhãs de sábado são especiais. Na Rua de Santo António vai encontrar lojas de moda de qualidade, como a Scoon, a António Manuel ou a Via Valadim. Contornando a zona estará sempre em ambiente de compras e chegando à Rua de Portugal, recomendo uma paragem na Pastelaria Cinderela para um Bolo de Limão. Perto fica a praça da pontinha onde há várias Sapatarias de qualidade. Pode ainda aproveitar a manhã para conhecer novos conceitos comerciais, como a loja-atelier Amormeu ou a Retalhos de Portugal, ambas com etiqueta 100% portuguesa, artesanato de autor e lembranças originais.

13h00: Para almoço, sugiro uma escapadinha à freguesia do Montenegro e ao peixe assado no Restaurante Ramos que prima pelo ambiente familiar.

15h00: Em seguida, passe pela praia de Faro para um gelado no RestoBar Wax, um espaço muito bem decorado e com acesso direto à praia.

18h00: De regresso à cidade, pode fazer um desvio ao Pontal e aproveitar o final de tarde em natureza. Quando chegar à cidade, fica a sugestão: uma imperial na esplanada do Tako d’Ouro, um espaço sempre animado, sobretudo em dia de jogos de futebol.

20h00: Para jantar, o restaurante Paparazzi tem uma oferta de qualidade em cozinha italiana, ideal para acompanhar uma sangria de espumante.

22h00: Depois dê um passeio pelo Jardim Manuel Bívar, onde costumam decorrer eventos musicais, feiras ou outro tipo de espectáculos.

24h00: Para final de noite, recomendo o Columbus CocktailBar um espaço sofisticado e inserido num edifício histórico, do melhor para se beber cocktails.

Domingo

9h10: O domingo reservo para uma visita à Ria Formosa, eleita uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal. Dos vários trajectos possíveis destaco a ida à Culatra, o maior núcleo piscatório do concelho. O percurso demora cerca de trinta e quarenta minutos mas vale cada segundo. Irá passar por canais, ilhotes e por toda a fauna e flora típica desta zona lagunar. Na Ilha da Culatra encontra o melhor peixe e marisco da Ria e vai surpreender-se com os Culatrenses, uma comunidade de pescadores e mariscadores simpática, amiga e que sabe receber.

16h00: De regresso a Faro, aproveite o final de tarde para visitar a Vila Adentro, nomeadamente o largo da Sé e o Museu Municipal onde ficará a conhecer a história de um dos principais portos da província romana da Lusitânia – Ossonoba (Faro).

18h00: Para terminar a visita ao concelho, sugiro a esplanada no topo do Hotel Faro, com uma vista espectacular sobre a doca e sobre a Ria Formosa.

Via Jornal de Faro

Faro

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comércio, consumidor

Moda sustentável – o despertar dos consumidores

A consultora TexSture divulgou o relatório The Better Consumer in Europe sobre as tendências e comportamentos da procura para o sector da moda. Destaque para a crescente preocupação dos consumidores com o impacto ambiental e social das suas compras de vestuário, calçado e acessórios.

O estudo conclui que uma larga maioria de consumidores faz compras responsáveis mesmo que isso signifique pagar um valor ligeiramente superior (até 20%) e aponta um factor critico para a concretização dessas escolhas: precisam de ter acesso a informação esclarecedora e credível. A certificação é apontada como o melhor meio, seguindo-se as reportagens nos média, rankings de entidades independentes, blogues e recomendação de familiares ou amigos. No contexto europeu, os Portugueses até nem são os mais cépticos – apenas 40% dos inquiridos demonstraram dúvidas relativamente às campanhas eco ou éticas das marcas, sendo a média europeia superior - 54%.

O relatório sublinha o crescimento contínuo das vendas de comércio justo neste sector, entre 2004 e 2011. É actualmente bastante relevante na Croácia, Roménia e Rússia, bem como em Portugal, Áustria e Suíça (pag. 7) e os consumidores preferem comprar estes produtos em lojas especializadas/ independentes em detrimento das grandes superfícies ou da internet.

O relatório revela ainda um dado curioso. Em 2011, o termo socially responsible products tinha 1,26 milhões de resultados no Google e em Fevereiro de 2013, atingiu 5,8 milhões de resultados.

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Do lado da oferta, as principais marcas de moda têm vindo a despertar para esta tendência, por um lado melhorando os seus padrões de sustentabilidade através de novos procedimentos, e por outro lançando coleções e campanhas publicitárias baseadas nestes valores. Por seu turno, as ONG’s internacionais  estão mais atentas. Lançaram recentemente a plataforma MeasureUp que avalia os comportamentos éticos de mais de 60 marcas. São 10 indicadores que retratam condições de trabalho, salários, códigos de conduta nas fábricas, transparência na comunicação ao público, etc. A classificação é simples: cumpre (verde), não cumpre (vermelho), a fazer progressos (laranja).

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Numa análise comparativa, a People Tree é a única empresa que cumpre todos os requisitos. Tem sido pioneira na moda sustentável, trabalha com comércio justo e artesãos de todo o mundo. Também pela positiva, destaca-se a Accessorize que cumpre 8 dos 10 indicadores em análise.

Um alerta à opinião pública é o indicador “Evidence of living wages” (salários). À excepção da People Tree, nenhuma outra pratica remunerações consideradas dignas por esta avaliação.

Comparando a Bershka, Mango, Massimo Dutti, Pull&Bear e Zara, verifica-se que estão bastante niveladas numa média de cumprimento de 7 dos 10 indicadores. No entanto, todas falham na questão dos salários, da divulgação das fábricas de produção e nos procedimentos tomados em casos de queixas de colaboradores. A Primark apresenta uma avaliação satisfatória, ao contrário da H&M que cumpre somente 6 indicadores, apesar da recente campanha Conscious Collection.

No segmento de luxo a situação é alarmante – insígnias como a Louis Vuitton, Mark Jacobs, Givenchy ou Fendi respeitam apenas 2 requisitos. Pior, só mesmo as britânicas Warehouse, Oasis, Coast, Aurora Fashion e Reiss que em Portugal não têm loja física.

Estes dados confirmam que o comportamento ético e ecológico é cada vez mais importante, mas que há um longo caminho a percorrer. Muitas marcas vão ter que ser mais responsáveis, sob pena de perderem quota de mercado. Assim dita a concorrência. Há cada vez mais empresas renovadas a lançar campanhas baseadas nestes bons comportamentos e há cada vez mais empreendedores a diferenciarem-se da oferta standard pela aposta em produtos ecológicos ou de comércio justo. Mas esse é um compromisso de toda a cadeia – lojas, designers, fabricantes e (por opção de compra) consumidores.

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Blackpool
arquitectura, arte pública, urbanismo

A regeneração de Blackpool

Blackpool é uma cidade costeira no noroeste da Inglaterra, com cerca de 140.000 habitantes e uma economia fortemente dependente do turismo. Desde o séc. XIX que a cidade prospera como principal destino de férias dos trabalhadores do Norte de Inglaterra, atraídos pelas praias e pelos inúmeros eventos e atracções, onde se inclui a Blackpool Tower (uma réplica da torre Eiffel inaugurada em 1894) e o Pleasure Beacho mais visitado Parque de diversões do Reino Unido.

Blackpool

Actualmente, Blackpool continua bastante popular entre os Britânicos mas sofreu uma acentuada quebra no número de visitantes – de 17 milhões em 1992 para 10 milhões (2011), resultado das melhores ofertas no exterior. Para inverter essa tendência, a aposta recaiu na transformação da frente ribeirinha através de um plano implementado nos últimos 7 anos, e que conjuga a protecção costeira com espaços de lazer, restaurantes/ cafés e arte pública. Foi refeita a escadaria até ao plano de água (muito similar à recém inaugurada Ribeira das Naus) e colocada uma estrutura recuada delimitando a margem de segurança.

Blackpool

Em termos de arte pública, a principal peça instalada foi o Comedy Carpet, um pavimento em granito com referências tipográficas da comédia britânica. Trata-se de uma homenagem mas também um palco de entretenimento para os habitantes e visitantes. Ao longo do restante passeio ribeirinho foram colocadas outras peças do tipo processual, em que o conceito da obra é adaptado especificamente à localização (site-specific art) e à interactividade com as pessoas.

Blackpool tem igualmente apostado na iluminação através da realização de vários festivais anuais (Firework Championships, Blackpool Iluminations, Ride the Lights). Mas destaca-se o equipamento colocado em 2009 na principal rua comercial da cidade - Birley Street. São seis arcos de aço inoxidável com projectores de luz e som embutidos que permitem uma variedade de efeitos. O projecto chama-se Brilliance Blackpool e é inspirado nas instalações luminosas de Freemont St em Las Vegas.

Apesar do forte impacto visual no conjunto edificado, é uma instalação ambiciosa e que traz um novo nível de estética contemporânea e diversão para a área central. Foi projetado para encorajar as pessoas a permanecer até a noite, para benefício dos restaurantes, cafés e clubes desta zona. O espéctaculo de luz e som - Birley lightshow ocorre a cada 10 minutos, com uma playlist elaborada pelos Pet Shop Boys (um dos membros do dueto é natural de Blackpool).

Com este conjunto de intervenções, Blackpool renovou a sua gama de ícones, elementos fundamentais para toda a rede de actores comunicar e promover o destino turístico. Por outro lado, assumiu projectos arrojados, na forma de instalações e arte pública que rejuvenescem a imagem da cidade, com mais cor e luz e novos focos de convívio. Por último, a estratégia seguida tem claramente uma direcção, reforçar a identidade costeira e aproximar as pessoas daquele que sempre foi o principal atrativo de Blackpool, o mar.

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informação geográfica, urbanismo

Onde se anda mais de bicicleta

A região Centro é atualmente líder na utilização de bicicletas como meio de transporte regular. Em termos absolutos e de acordo com os Censos de 2011, cerca de 16 mil pessoas usam diariamente o velocípede. A carteira, a preocupação com as questões ambientais e com a saúde são as explicações apresentadas. Outro aspecto essencial tem sido a aposta em ciclovias mas segundo testemunhos recolhidos neste artigo do DN, há muito trabalho por fazer.

Em termos económicos, os dados avançados são interessantes, estima-se que o sector da mobilidade empregue 2500 pessoas entre Coimbra e Gaia, em empresas de venda a retalho, de arranjo e também de actividades desportivas e lazer.

Recorrendo aos Censos de 2011, é também possível concluir que o Algarve apresenta dados animadores. Em termos relativos, é a 2ª sub-região com maior utilização das bicicletas como meio de transporte regular. Por concelhos, o índice é naturalmente dominado pelos municípios da região centro, nomeadamente do Baixo – Vouga, destacando-se na região Algarvia, o concelho de Vila Real de Santo António.

Ranking

Por região

Por concelho

 

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