Planear e comunicar

As mudanças começam no planeamento. E a forma de comunicar é decisiva para envolver as pessoas. Se o processo de participação pública for cinzento, burocrático, demasiado institucional, os contributos serão as habituais criticas. Mas se o formato de participação for original e estimulante, configura-se uma maior receptividade à mudança e a novas ideias.

Marketing na rede

O marketing nas redes sociais é actualmente uma absoluta confusão, sobretudo para as marcas que devem assegurar presença em inúmeras frentes. Para tal, recorrem a software’s especializados na gestão das suas contas e no acompanhamento dos fãs e seguidores. Uma dessas empresas de suporte, a Buddy Media, apresentou recentemente uma imagem ilustrativa da complexa paisagem. Curiosamente, não incluiu o Pinterest, um site que permite aos usuários criar as suas próprias colecções/ selecções de produtos e partilhar o seu bom-gosto. E esta é uma das tendências mais importantes no comportamento do consumidor – a procura no comércio electrónico de uma experiência personalizável e representativa do seu estilo, para que possa partilhar e recomendar.

O problema de Veneza

Aproximadamente 17 milhões de pessoas visitam Veneza anualmente. Foi o berço do capitalismo dominando o comércio do mundo conhecido até Vasco da Gama. É uma cidade compacta, densa, labiríntica, pedestre e cheia de pontos de atração. Mas sem equilíbrio social. A população residente e as empresas têm diminuído, tornando cada vez mais difícil o financiamento da defesa da lagoa e o restauro do edificado e dos canais.

Cidade-Laboratório

No deserto do novo México irá nascer uma cidade-laboratório destinada à pesquisa tecnológica, concepção e experimentação de novas infra-estruturas e serviços urbanos. Será uma cidade à escala real, plenamente funcional e modelada com os elementos e morfologias típicos de uma cidade média americana. Simplesmente não terá habitantes.

A cidade-laboratório terá a designação de  Center for Innovation, Testing and Evaluation (CITE) e é uma oportunidade única para empresas de todo o mundo testarem e avaliarem novas tecnologias de transportes, sistemas energéticos, soluções de segurança, etc, tornando mais eficaz a sua futura aplicabilidade ao mundo real.

A ilusão da escolha

Em qualquer supermercado ou hipermercado a escolha parece muito variada. São centenas de marcas a compor um cenário de múltiplas ofertas. Mas num olhar atento à imagem, verifica-se que é pura ilusão, as principais marcas são propriedade de um grupo reduzido de empresas.

Esta convergência pode ter vários impactos negativos. Desde logo porque recai sobre poucos a enorme responsabilidade da saúde dos consumidores. Por outro lado, a dimensão destes grupos pode ter influencia na legislação para o sector.

Em termos económicos, são oligopólios o que dificulta a entrada de novos players no mercado. Há grandes diferenças nos orçamentos para publicidade, cartelização de preços e caso uma nova marca seja bem sucedida, o mais certo é ser absorvida por um dos gurus do sector.

Ao nível ambiental, e apesar de crescente preocupação, a dimensão industrial é muitas vezes responsável por poluição de cursos de água, desflorestação ou uso intensivo e artificial dos sistemas de produção agricola.

Alterar este paradigma é uma luta permanente em termos concorrenciais, políticos, jurídicos e mesmo sociais, dado serem marcas muito familiares ao consumidor. Mas o que sai dos nossos bolsos não é insignificante e existindo alternativas, bastará procurá-las e mudar de hábitos.

Talvez por isso, a nova Taxa sobre “Produtos alimentares de origem animal e vegetal, frescos ou congelados” tem uma vantagem. Ao ser aplicada à distribuição em grandes superfícies comerciais (>2000m2), nos principais canais de escoamento destes grupos, tornando mais competitiva, ainda que indirectamente, a oferta de produtos locais em talhos, peixarias, minimercados, lojas gourmet, pequenas e médias superfícies em geral. Além disso, a Taxa destina-se a financiar o “Fundo Sanitário e de Segurança Alimentar Mais”,  garante da segurança dos produtos e da saúde pública.

Konzepp – Design da frente de loja

As lojas não têm muitas soluções para atenuarem os efeitos de uma má localização. Uma solução é maximizar os fluxos que passam à porta, ou perto, e para isso uma frente de loja arrojada pode resultar. Neste exemplo - Konzepp, o design distorcido, assimétrico e amarelo causa surpresa a quem passa, e na via principal, ao lado, pode ter o efeito de eye-catching,  atraindo as pessoas à escadaria e a dar uma vista de olhos. Depois, o interior da loja é um prolongamento dos traços principais exteriores, o amarelo e a perspectiva angular, criando o cenário ideal para a entrada.


Lojas da Babilónia

O conceito de Jardim Vertical é muito antigo, fazia parte da imagem poética dos Jardins Suspensos da Babilónia. Mas a maneira como se está a desenvolver actualmente é uma novidade. 

Os primeiros Jardins Verticais em Portugal datam de 2006 e desde ai que a procura tem crescido, apesar dos custos avultados. Têm vantagens de impermeabilização e isolamento, apresentam um elevado valor plástico e proporcionam conforto, tal como as coberturas ajardinadas

Contudo, não existem formas de avaliar/ certificar estes sistemas em Portugal. O custo permanece elevado pela reduzida concorrência e pela importação dos principais materiais. É uma oportunidade de negócio, comercial e industrial, e também de investigação e certificação.

Componentes técnicas do sistema

Uma combinação de água e minerais dissolvidos (substrato) é colocado numa estrutura simples, fixa a uma parede devidamente isolada. Iluminação natural em fachada soalheira e artificial em espaços com défice de luz. O sistema de rega gota-a-gota é um factor decisivo. Por fim, colocam-se as plantas e é ter uma boa manutenção.

Casos de estudo

As Natura Towers em Telheiras formam o primeiro edifício totalmente verde em Portugal e não dispensou Jardins Verticais. Foram colocados na fachada dos edificios, no pátio exterior e em ambas as recepções. Os responsáveis concluem que além da poupança energética, estas soluções reforçam a sensação de calma e de confiança, aumentando a produtividade.

Outro exemplo pode-se encontrar na praça central do Dolce Vitta Tejo, da autoria do famoso botânico francês Patrick Blanc, que já conta com inúmeras obras de referência. Para o Dolce Vita, concebeu um jardim com cerca de 1000 m2 e plantas de mais de 100 espécies.

Design de interiores de lojas

A Replay conta com duas Flagship Stores, uma em Barcelona e outra em Florença, com Jardins Verticais. Na Replay Barcelona, está abrigado numa parede de dois andares e é composto por plantas típicas de quedas de água. Na Replay Florença, envolve uma parede de 7 metros e é inspirado na vegetação rasteira da floresta que circunda a cidade.

É de facto uma solução que além de ecológica e energeticamente eficiente, pode ajudar ao sucesso de uma loja ou de um restaurante. Cria um ambiente agradável e é um factor de diferenciação e de comunicação. E se os exemplos se multiplicarem, a paisagem urbana ganha uma dimensão extra e estimulante, os jardins em locais inesperados.